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Cemitério De Navios – Bangladesh

 Cemitéiro de navios
Destino final: Bangladesh

 Imagem  Existem muitas praias  no mundo para se fazer turismo tradicional, porém uma delas, com certeza, não é  a praia de Sitakunda, onde o cenário é de filme de guerra, ou melhor, um  verdadeiro campo de batalha. O local, conhecido como “Ship Breaking Yards”, ou  “Cemitério de Navios” é palco dos desmanches de cargueiros, propositalmente  trazidos para encalhar nas praias de areia barrenta, com o registro de: “Destino Final”.  Imagem  Os únicos combatentes dessa cena de guerra são os trabalhadores, e o inimigo maior é o risco de vida que o trabalho oferece.

 Imagem  Ao longo da costa, um  exército de milhares de trabalhadores maltrapilhos, munidos de marretas,  maçaricos, machados, serras manuais, escadas e muito esforço físico, trabalham sem segurança para retalhar, à mão, pedaço por pedaço dos navios.  Imagem  Sitakunda fica a 300km de Dhaka, capital de Bangladesh. Essa pequena e remota cidade costeira de Bangladesh, sequer aparece direito nos mapas, mas responde sozinha pelo desmanche de quase a metade de todos os navios mercantes, cargueiros, petroleiros e de guerra que saem de
circulação em todo o mundo.
 Imagem  Nos últimos anos, esse lugar tem chamado a atenção das siderúrgicas, dos comerciantes de materiais sucateados e colecionadores de raridades marítimas. Ao longo de toda a estrada que vai de Chitagong até Rangamati, (quase 100 km) lojas e brechós comercializam esses componentes sucateados. 
 Imagem  Um navio velho e sem uso torna-se um grande estorvo, e seu destino final é virar sucata no cemitério de navios. Num desmanche tudo é aproveitado e o produto dele alimenta um gigantesco mercado de venda de peças, como engrenagens, turbinas, bombas, motores, cabos, guinchos, purificadores, âncoras, escadas, botes salva vidas, pontes, sem falar em peças raras que atraem colecionadores de todo mundo.  Imagem  O desmanche de navios é uma atividade industrial controversa. O Greenpeace, assim como outras organizações, alega que essa atividade pode prejudicar não só o meio ambiente como a saúde pública. As regras de segurança do trabalho são ignoradas pelo governo, sendo que os trabalhadores recebem um salário de fome.  Imagem  A visita ao Shipyards é proibida, só consegui entrar para fotografar depois de muita conversa com o encarregado.
A vista aérea dá noção da extensão da área do cemitério e do desmanche na costa, e a infinidade de navios encalhados
 Imagem  Velhos, enferrujados e gastos os navios se transformam em outros produtos, é  como se fosse uma doação de “órgãos” para renascerem com outras formas.

Márcia Pavarini

Marcia Pavarini é advogada de profissão, fotógrafa e apaixonada por viagens. Compartilha suas andanças pelo mundo no Diário das 1001 Viagens.

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